Top 7 Mitos do Fitness

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Mito 1: O alongamento antes do exercício reduz o risco de lesão? Falso. A literatura científica da última década não consegue suportar que o alongamento antes do exercício é uma estratégia bem sucedida para a prevenção de lesões. Entretanto, a pesquisa dá suporte ao alongamento noutros momentos, incluindo pós-exercício, para reduzir o risco de lesões.

Mito 2: Caminhar um Km queima tantas calorias como correr um Km? Só nos sonhos! Enquanto a caminhada é uma óptima actividade física, não requer tanta energia na sua execução. A pesquisa mostrou que a corrida tem um 40 por cento maior custo de energia em comparação com o andar. Isso significa que queima mais calorias quando corre.

Mito 3: O ácido láctico provoca acidose e fadiga muscular durante o exercício? Falso! Este mito secular, ligando lactato ou ácido láctico à fadiga, é resultado de uma má interpretação científica que tem prevalecido ao longo dos anos. O Lactato não provocam acidose metabólica . Além disso, é útil no desempenho do exercício em intensidades elevadas.

Mito 4: Exercícios de baixa intensidade são os melhores para “queimar gordura” , por isso é preferível exercício de baixa intensidade? Errado! A “zona de queima de gordura” em baixas intensidades de exercício não existe, mesmo! A melhor abordagem é pensar em gasto de energia. Uma caloria é uma caloria. Para queimar calorias ao máximo, para apoiar a perda de peso permanente, progrida no treino para um programa de exercício moderado-intenso/intenso/volume e inclua treino de alta intensidade, o treino intervalo e melhor que tudo: treino com cargas adicionais sobre a forma de circuito.

Mito 5 : Fazer exercício de manhã aumenta o metabolismo e é melhor que treinar à tarde? Pois, não! A pesquisa mostrou claramente que o gasto energético total é equivalente em diferentes horas do dia, depende da pessoa! Portanto, a decisão de o praticar no período da manhã deve ser impulsionada pela preferência pessoal ao invés de falsas esperanças de que uma maior perda de peso vai ser alcançados através do exercício antes do pequeno-almoço. Contudo, o treino de força já mostrou ser benéfico de manha ao proporcionar dois picos de aumento da produção da hormona de crescimento e testosterona. Treinar de manha também é bom para a disciplina e para gerir o stress do dia!

Mito 6: O músculo pesa mais que gordura? Não é verdade! Um quilo de músculo pesa o mesmo que um quilo de gordura. A diferença é a sua densidade. Com o exercício podemos perder gordura e ganhar músculo assim, o peso pode mudar muito pouco, enquanto o volume do corpo diminui.

Mito 7: Abdominais e mais abdominais para o “six-pack de verão”? Não! As pesquisas mostram que se um volume de treino abdominal, vigoroso, com incidência principal na alimentação, a gordura reduz-se na região abdominal, mas não de forma selectiva. A ” barriga-chocolate” requer então, um programa total de core (agachamentos, pranchas), resistência e exercícios aeróbicos (circuitos com cargas adicionais), e não apenas foco nos abdominais. Cuidado com os exercícios de flexão do tronco, não abuse pois pode prejudicar a sua coluna!

A paixão, a loucura, o alimento

Tinha que o fazer um dia: dar a minha opinião sobre a loucura da procura da dieta/regimes milagrosos:

A prescrição de alimentação/Nutrição de hoje em dia faz me lembrar uma relação de namorados! Acham que estes estão interessados em saber o processo químico das “borboletas no estômago”? Verdadeiramente nunca se vai saber, porque só se consegue sentir, e só o casal sabe, o que aquele momento verdadeiramente é!
E o que eu quero dizer com isto?

“Comer ao pequeno-almoço ovos mexidos com bacon é melhor que uma sandes mista”. Melhor? Respirar fundo! fundo mesmo! Mas é melhor para o quê? Depende! Verdadeiramente, para o processo inflamatório (?) sim, mas e o impacto a longo prazo no fígado? E a condição do individuo? E se o individuo estiver numa condição ácida? E se for uma pessoa bastante “stressada”? E se a pessoa precisar de humidade no corpo? E se o sistema circulatório não estiver bem? etc…

Sim é verdade que conseguimos sobreviver sem a ingestão de hidratos de carbono mas não sem a ingestão de gorduras e proteínas mas…será que o corpo ao utilizar muito o processo da gliconeogénese ou neoglicogénese não estará a fazer com que a longo prazo o fígado “sofra”? Então mas os cereais integrais de qualidade, como o trigo sarraceno, desta época, não tem proteínas (pouca quantidade mas tem) também? E a componente emocional?

Já pensaram também no egoísmo deste tipo de decisões? Onde está a importância do impacto ecológico da decisão? Onde está o impacto a longo prazo de tais decisões! Não está porque se continua egoísta! Maus fígados talvez!

Se já estudaram os povos com a esperança média de vida e qualidade de vida maiores já repararam como comem de forma diferente? Uns dão primazia a x e outros a y, ups! Porquê? Estudem os povos, vivam com eles e compreendam mas, não se esqueçam, estão em Portugal, um pais de qualidades especificas, pouca altitude, clima especifico, alimentos e sua história impregnados no nosso DNA.

Comam fontes de hidratos de carbono numa quantidade restrita, de qualidade, integral da época e bem mastigados! É impressão minha mas, os japoneses comem muito arroz e a esperança média de vida até é “boazita”? Olha, os islandeses também! Alguém falou dos suiços?

Comam fontes de proteínas, pouca quantidade de origem animal, do campo, pasto natural, peixes que não sejam de viveiro, de qualidade, e bem mastigadas! leguminosas?

Comam gorduras numa quantidade restrita, de qualidade, da época e bem mastigadas! As gorduras são nossas amigas, não tenham medo!

Comam muitos vegetais, legumes, locais, frescos, saborosos, da época!

Olá algas, olá fermentados e pickles caseiros!

Nada de refinados, processados, açucares simples! Simplifiquem! Com qualidade!
PS: Preocupem-se também com o ar que respiram, na gestão de stress, nas relações inter-pessoais e em praticas de exercício físico adequadas!

Comam de tudo mas conheçam bem com quem estão a lidar! Mantenham um romance saudável com aquela que está debaixo do vosso nariz: a boca!

Borboletas no estômago!