Motivação

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“Movimento é a medicina que cria mudanças no estado do corpo, emoção e mente”.

Carol Welch (Actor)

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Dietas que utilizam o jejum

Mesmo comendo um pequeno-almoço, bem sólido, muitas vezes temos fome, porquê? Começamos o dia para “atestar” o nosso depósito, depois de termos dormido mas, após 30-90 minutos a fome regressa, porquê? Não é da nossa cabeça, acontece a todos!

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Comer logo pela manhã coincide com o pico de cortisol (hormona do stress). Este pico tem influência na secreção de insulina. Quando comemos durante este pico lida-se com uma libertação rápida de insulina e, consequentemente, uma baixa dos níveis de açúcar no sangue.

Se estamos saudáveis os níveis de açúcar não vão baixar até um nível perigoso (hipoglicemia severa) mas, pudemos ter uma fome precoce. Que jeito daria um snack saudável por perto!

 Segundo o personal trainer Martin Berkhan: “No “glucostatic theory”, Jean Mayer, em 1950, propôs que a baixa de açúcar serve como o sinal primário de fome. Estudos posteriores  mostraram que afinal a regulação do apetite pode ser ainda mais complicada mas, a glicose sempre com uma função importante na equação. Campfield, seguidor de Mayer, mais tarde, sugeriu que a queda da glicose serve, mesmo, como sinal de fome.

Esta situação é mais comum nas pessoas insulino-resistentes (excesso de peso e Diabetes tipo II) porque o “pico circadiano de cortisol tem um efeito de incremento na insulina em pessoas já sensíveis à insulina e assim, a fome pode ser ainda mais pronunciada.

Segundo Berkhan uma possível solução seria não comer em períodos entre 6-7horas, isto é jejum. O personal trainer refere que “os nossos antepassados não tinham acesso à comida 24 horas por dia e, talvez faça sentido para os nossos genes, optimizar a intermitência das refeições.

Demora cerca de 6-8 horas para o corpo metabolizar as reservas de glicogénio e só depois começa a queimar as gorduras. Se comer em períodos mais curtos que as 6-8 horas será difícil actuar nas gorduras. Investigadores do Salk Institute analisaram dietas com base no metabolismo das gorduras e hipercalóricas, com alterações das horas da refeição e, os resultados foram interessantes. Segundo o estudo, o grupo que só se alimentava de 8 em 8 horas ficaram mais magros e não desenvolveram hiperglicemia e inflamações crónicas, aumentando ainda a resistência e coordenação nas práticas desportivas. O grupo que não tinhas restrição alimentar tornou-se mais obeso com problemas como colesterol elevado, fígado gordo, hipertensão e problemas metabólicos.

Portanto, e segundo os estudos, este tipo de dietas baseadas no jejum:

– Normalizam a sensibilidade à insulina e evitam doenças crónicas como diabetes, diminui os níveis de triglicéridos, doenças cardíacas e cancro;
– Promovem o aumento da produção da hormona de crescimento, que tem um papel importante na saúde, no exercício e diminui o processo de envelhecimento (longevidade).

O exercício logo no início do dia também parece ter alguns benefícios. Adiar a primeira refeição do dia, também parece ter um papel benéfico nos processos de perda de peso. Para mais informações leia o  estudo de Ori Hofmekler.

A minha análise ao exposto é cuidada sem resposta inequívoca.

Existem evidências de que um pequeno almoço mais proteico é o melhor para perder peso. Se treinar em jejum optimiza o crescimento muscular e a recuperação. É verdade que podem existir alturas que toquemos o “plateau”, e a verdade é que esta alteração, momentânea, pode ser benéfica. Mas, antes de aplicar-mos esta orientação não será melhor ver-mos como estão os nossos níveis de glicémia em jejum e em esforço?  Muito cuidado para as grávidas e para as mães lactantes pois não é uma boa opção. A criança necessita muitos nutrientes durante e depois do parto. Ao aplicarem as orientações expostas pode aumentar os riscos de diabetes gestacional, problemas respiratórios e cardíacos no feto e mesmo parto prematuro.

 

Quando decidimos por uma dieta “não convencional” precisamos de falar com profissionais de saúde, saber ouvir o nosso corpo e ir devagar no processo. Aqui, o que serve para uns é mal servido para outros. Tenham sempre em consideração os efeitos a longo prazo e não aqueles que se vêm logo a “olhos-vivos”. Não é segredo nenhum que devemos comer até 3 horas antes de ir para a cama. Não é segredo nenhum que devemos evitar dietas hipercalóricas e cheias de açúcares simples. Não é segredo nenhum que quando nos alimentamos com açúcares simples vamos ter mais picos de glicemia e alterações de humor. O nosso cérebro e concentração são afectados com estas medidas, sem falar dos órgãos digestivos.

Experimentem uma alimentação baseada em cereais integrais, legumes, leguminosas, algumas algas, com redução nos açúcares simples, carnes e refrigerantes. Mastiguem um pouco mais o alimento que será muito mais fácil emagrecer. Adicionem um pouco de exercício, uma boa gestão do stress diário e um repouso reconfortante e vão esquecer todas estas novas tendências de marketing de dietas. Não quero dizer com isto que momentaneamente estas deitas não funcionem.

Os animais, para além de nossos amigos, utilizam o jejum como ferramenta para a cura de um problema de saúde. Nós pudemos utiliza-lo para isso e para situações ponderadas, estudadas e meditadas. Só!

 

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